16 de set de 2007

Florbela Espanca
Saudades! Sim... talvez... e porque não?...Se o nosso
sonho foi tão alto e forte Que bem pensara vê-lo até à morte Deslumbrar-me de
luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos
não importe. Se ele deixou beleza que conforte Deve-nos ser sagrado como pão!
Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais
doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar Mais a saudade andasse presa a mim! Saudades
Foto: A Casa do Povo de Manuela viola

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