13 de jul de 2010

Abundância




Não me contento com as migalhas que você quer me dar
Com os nichos de momentos que queira viver por mim
Posso até entender os instantes,
mas não vou fechar os olhos
A uma imensidão que se estende à minha frente.
O pouco sentimento, a falta de plenitude,
A desdenhosa atenção no regaço da manhã,
a fresta de afeto ao estilo blazé,
os intervalos de amor, os gaps de paixão.
Deixe as pontes aos rios, as frestas às portas, os intervalos à televisão
Intensifique o meu mundo e aflore a minha alma interminavelmente.
Quero aquecer ternos e sublimes momentos
e ser protagonista do enredo até o final.




Ao som de Lenine (Vivo)
Foto: __Cause_if_you_hadn__t_found_me_by_greenxin

Um comentário:

A.S. disse...

Nane...

Nunca aspires apenas à fração, nem te contentes apenas com a metade.
Reclama sempre o dobro!
De nada te serve a prais se podes ter o mar inteiro...
Nunca receies a ousadia, pois nunca há excesso de infinito!

BeijOOO
AL

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