Aqui eu conto meus pontos, conto poesia dos outros, conto músicas que amo, e de vez em quando conto os meus contos!
31 de mar. de 2011
1 de mar. de 2011
Eu continuo aqui
Rindo de mim
Me vendo como nem sei se sou
Me sentindo efêmera
Mas de rara contundência.
Pretensão descontida de encarar o tudo
Nem imagine que vou me conter,
Me prevenir do que possa ser intenso e bom
quero mesmo é a efervescência da vida.
Não olho de canto, de soslaio
pra aquilo que posso encarar de Frente.
24 de jan. de 2011
Declare Guerra
Barão Vermelho
Vivendo em tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque
Você ta perdido
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque
Você ta perdido
Nem parece o mesmo
Tá ficando pirado
Onde você encosta dá curto
Você passa, o mundo desaba
E pra te danar
Nada mais dá certo
E pra piorar
Os falsos amigos chegam
E pra te arrasar
Quem te governa não presta
Declare guerra aos que fingem te amar
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar a mão na cabeça
De quem te sacaneia
Vivendo em tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque
Você ta perdido
E pra se ajudar
Você faz promessas
E pra piorar
Até o papa te esquece
E pra te arrasar
Nem o inferno te aceita
Foto: Love_by_LadybirdM
29 de dez. de 2010
"O homem belo só o é quando o contemplam,
mas o homem sábio é belo mesmo quando ninguém o vê. "
Ao som de Vanessa da Mata
Foto: Operários, de Tarsila do Amaral (http://www.jornalcanalaberto.com.br/index.php?pagina=materias&cod_editoria=34&cod_materia=5473)
Foto: Operários, de Tarsila do Amaral (http://www.jornalcanalaberto.com.br/index.php?pagina=materias&cod_editoria=34&cod_materia=5473)
15 de dez. de 2010
ESTÁTUA FALSA
Mário de Sá-Carneiro
Só de ouro falso os meus olhos se douram;
Sou esfinge sem mistério no poente.
A tristeza das coisas que não foram
Na minha'alma desceu veladamente.
Na minha dor quebram-se espadas de ânsia,
Gomos de luz em treva se misturam.
As sombras que eu dimano não perduram,
Como Ontem, para mim, Hoje é distância.
Já não estremeço em face do segredo;
Nada me aloira já, nada me aterra:
A vida corre sobre mim em guerra,
E nem sequer um arrepio de medo!
Sou estrela ébria que perdeu os céus,
Sereia louca que deixou o mar;
Sou templo prestes a ruir sem deus,
Estátua falsa ainda erguida ao ar...
Dispersão, Paris, 5 de Maio de 1913
26 de nov. de 2010
Quando Amanhecer
Vanessa da Mata/ Gilberto Gil
Quando amanhecer será
Para iluminar você
Vai anoitecer o dia
Se não vier
Mas se for presente
Tudo iluminará
Meu humor, meu coração
Como deve ser se
Ser como Deus quer for
Milagre, resignação
Roupa colorida
Alegria às vistas, indecência, indiscrição
Seu cheiro me achando
Minh’alma perdida
Direi que é céu no chão
Quando anoitecer será
Para te fazer dormir
Estrelas que nem brilhantes
Pra te vestir
Vai saber que Deus fez
As damas da noite
Preparando o seu buquê
Como vai dizer não
Se tudo o que eu vejo
Está aqui pra te servir
A mais bela roupa
Roupa de ir a festa
Coloquei pra te esperar
Disco na vitrola
Uma vela acesa
E a lua mais cheia
Quando o sol nascer será
Para desenhar você
Ou será você que virá
Pro sol nascer
Para iluminar você
Vai anoitecer o dia
Se não vier
Mas se for presente
Tudo iluminará
Meu humor, meu coração
Como deve ser se
Ser como Deus quer for
Milagre, resignação
Roupa colorida
Alegria às vistas, indecência, indiscrição
Seu cheiro me achando
Minh’alma perdida
Direi que é céu no chão
Quando anoitecer será
Para te fazer dormir
Estrelas que nem brilhantes
Pra te vestir
Vai saber que Deus fez
As damas da noite
Preparando o seu buquê
Como vai dizer não
Se tudo o que eu vejo
Está aqui pra te servir
A mais bela roupa
Roupa de ir a festa
Coloquei pra te esperar
Disco na vitrola
Uma vela acesa
E a lua mais cheia
Quando o sol nascer será
Para desenhar você
Ou será você que virá
Pro sol nascer
Foto: self_made_lemonade_by_Ronaaa
23 de nov. de 2010
Dedução
17 de nov. de 2010
Luis de Camões
Eu cantarei de amor tão docemente,
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.
Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.
Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.
Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte".
Ao Meu Amigo, Vento..., Leve, O Amor...!!! Te Amo...!!!
Por uns termos em si tão concertados,
Que dois mil acidentes namorados
Faça sentir ao peito que não sente.
Farei que amor a todos avivente,
Pintando mil segredos delicados,
Brandas iras, suspiros magoados,
Temerosa ousadia e pena ausente.
Também, Senhora, do desprezo honesto
De vossa vista branda e rigorosa,
Contentar-me-ei dizendo a menor parte.
Porém, pera cantar de vosso gesto
A composição alta e milagrosa
Aqui falta saber, engenho e arte".
Ao Meu Amigo, Vento..., Leve, O Amor...!!! Te Amo...!!!
Foto: 10_years_from_now__by_create_illusions-d2xndnl
11 de nov. de 2010
As Palavras
Vanessa da Mata
As palavras saem quase sem querer,
rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos,
da minha boca, dos meus ombros.
Se quiser ouvir é fácil perceber.
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
Tentei, rasguei sua alma e pus no fogo.
Não assoprei, não relutei.
Os buracos que eu cavei não quis rever
Mas o amargo delas, resvalou em mim.
Não deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
As palavras fogem se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem não me fazem dormir
Adoece e curam, não me dão limites
Vá com carinho, no que vai dizer
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
rezam por nós dois.
Tome conta do que vai dizer.
Elas estão dentro dos meus olhos,
da minha boca, dos meus ombros.
Se quiser ouvir é fácil perceber.
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
Tentei, rasguei sua alma e pus no fogo.
Não assoprei, não relutei.
Os buracos que eu cavei não quis rever
Mas o amargo delas, resvalou em mim.
Não deu direito de viver em paz
Estou aqui para te pedir perdão
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
As palavras fogem se você deixar
O impacto é grande demais
Cidades inteiras nascem a partir daí
Violentam, enlouquecem não me fazem dormir
Adoece e curam, não me dão limites
Vá com carinho, no que vai dizer
Não me acerte, não me seque,
me dê absolvição.
Faça luz onde há involução.
Escolha os versos para ser meu bem e não ser meu não.
Reabilite o meu coração.
Ao som de As Palavras (Vanessa da Mata)
Foto: knife_by_lilianaaa-d32meyx
7 de nov. de 2010
4 de nov. de 2010
A Solidão e Sua Porta
Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
a pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha)
Quando pelo desuso da navalha
A barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
A barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha
Arquitetar na sombra a despedida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida
Com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.
e de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.
Foto: you don't know me by =andrea-h
Poema perto do fim
Thiago de Mello
A morte é indolor.
O que dói nela é o nada
que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada
e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve
de não ter sido bom.
E no coração, neve.
O que dói nela é o nada
que a vida faz do amor.
Sopro a flauta encantada
e não dá nenhum som.
Levo uma pena leve
de não ter sido bom.
E no coração, neve.
Foto: Não sei a fonte
25 de out. de 2010
21 de out. de 2010
Meus Bons Amigos
Barão Vermelho
Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Cada um fez sua vida
De forma diferente
Às vezes me pergunto
Malditos ou inocentes?
Notícias de todos quero saber
Cada um fez sua vida
De forma diferente
Às vezes me pergunto
Malditos ou inocentes?
Nossos sonhos, realidades
Todas as vertigens, crueldades
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim...
Todas as vertigens, crueldades
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim...
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito...
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito...
Meus bons amigos, onde estão?
Notícias de todos quero saber
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim...
Notícias de todos quero saber
Sobre nossos ombros
Aprendemos a carregar
Toda a vontade que faz vingar
No bem que fez prá mim
Assim, assim
Me fez feliz, assim...
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito
Não, não, não
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito..
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito
Não, não, não
O amor sem fim
Não esconde o medo
De ser completo
E imperfeito..
Foto: Amigos_by_miguelfido
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