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2 de mar. de 2008

David Mourão-Ferreira


David Mourão-Ferreira


Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio de asas.
- Como quereis o equilíbrio?

Foto: de Paulo Cesar

22 de fev. de 2008

Helena Roosevelt


Helena Roosevelt


"Ninguém pode fazer você se sentir inferior
sem o seu consentimento"


Foto: Menina dos olhos tristes de Victor Melo

Einstein

Albert Einstein

"A mente que se abre para um nova idéia,
jamais voltará ao seu tamanho original.”


Foto: "Erotismo escondido na natureza" de Fátima silveira

28 de dez. de 2007

Feliz 2008

tentando descobrir a autora que estão atribuindo a Mário Quintana

"Bendito quem inventou o belo truque do calendário,
pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo
é que nos dão a impressão de que a vida não continua,
mas apenas recomeça..."

Foto: Parabéns Lindinho de Helder Almeida

19 de dez. de 2007

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

"Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...."


Foto: O ANTIGO MP3 de Carlos Loff Fonseca

Assim disse Saramago

José Saramago

"Mesmo que a rota da minha vida
me conduza a uma estrela,
nem por isso fui dispensado
de percorrer os caminhos do mundo"

Foto: Ohram

17 de nov. de 2007

Dostoievski

Fiodor Dostoievski

"Conhecemos um homem pelo seu riso; se na primeira vez que o encontramos ele ri de maneira agradável, o íntimo é excelente."


"Quanto mais gosto da humanidade em geral, menos aprecio as pessoas em particular, como indivíduos."


"Nem homem nem nação podem existir sem uma ideia sublime."


"Às vezes o homem prefere o sofrimento à paixão."


"A purificação pelo sofrimento é menos dolorosa que a situação que se cria a um culpado por uma absolvição impensada."


"Podem ter a certeza de que não foi quando descobriu a América, mas sim quando estava a descobri-la, que Colombo se sentiu feliz."


"A tragédia e a sátira são irmãs e estão sempre de acordo; consideradas ao mesmo tempo recebem o nome de verdade."


"Nada serviu tanto o despotismo como as ciências e os talentos."


"Não há ideia nem fato que não possam ser vulgarizados e apresentados a uma luz ridícula."


"Decididamente não compreendo por que é mais glorioso bombardear de projécteis uma cidade do que assassinar alguém a machadadas."


"A beleza salvará o mundo."


"A falta de liberdade não consiste jamais em estar segregado, e sim em estar em promiscuidade, pois o suplício inenarrável é não se poder estar sozinho."


"A vida é um paraíso, mas os homens não o sabem e não se preocupam em sabê-lo."


"A fé e as demonstrações matemáticas são duas coisas inconciliáveis."


"Não será preferível corrigir, recuperar, e educar um ser humano que cortar-lhe a cabeça ?"


"Todos somos responsáveis de tudo, perante todos."


"Todas as mulheres sabem que os ciumentos são os primeiros a perdoar."


"A verdadeira verdade é sempre inverosímil."


"Não há assunto tão velho que não possa ser dito algo de novo sobre ele."


"Aos olhos do artista, o público é um mal necessário; é preciso vencê-lo, nada mais."


"A melhor definição que posso dar de um homem é a de um ser que se habitua a tudo."


"O criminoso, no momento em que pratica o seu crime, é sempre um doente."


"Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas."


"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."


12 de nov. de 2007

Anaïs Nin

"Realidade não me impressiona.
Eu só acredito em intoxicação,
em êxtase, e quando vida ordinária me algemar,
eu escapo, de uma maneira ou de outra.
Nenhum muro mais."

Foto: e da cinza se faz pó de Paulo cesar

11 de nov. de 2007

Quintana


* Mario Quintana in Portas giratória

"No dia em que estiveres muito cheio de incomodações, imagina que morreste anteontem... Confessa: tudo aquilo teria mesmo tanta importância?"

Foto: de Rui Bonito

9 de nov. de 2007

Françoise Sagan

Françoise Sagan

"Nada é mais letal contra o ciúme do que uma gargalhada."

'Desejo tanto que respeitem a minha liberdade que sou incapaz de não respeitar a dos outros."

'Preferia ter sido infeliz por uma boa razão do que feliz por uma má."

Simone de Beauvoir


"Querer-se livre é também querer livres os outros."

"A morte parece menos terrível quando se está cansado."


"Eu passava muito bem sem Deus e, se utilizava o seu nome, era para designar um vazio que tinha, a meus olhos, o clarão da plenitude."

"Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio."

"Atroz contradição a da cólera; nasce do amor e mata o amor."
"Por vezes a palavra representa um modo mais acertado de se calar do que o silêncio."

4 de out. de 2007

Qual a melhor companhia?

m u Johann Goethe


"Diz-se da melhor companhia:
a sua conversa é instrutiva,
o seu silêncio, formativo."

"A maior necessidade de um Estado
é a de governantes corajosos."

"Uma atividade sem limites acaba em bancarrota."

"Quem tem bastante no seu interior, pouco precisa de fora."

"O verdadeiro amor é aquele que permanece sempre,
se a ele damos tudo ou se lhe recusamos tudo."
"Ah, que diferença entre o juízo que fazemos de nós e o que fazemos dos outros!"

"Os jovens e as mulheres querem a excepção, os velhos querem a regra."

"O dever: gostar daquilo que prescrevemos a nós próprios."

"Mas onde se deve procurar a liberdade é nos sentimentos.
Esses é que são a essência viva da alma."

"Não há arte patriótica nem ciência patriótica.
As duas, tal como tudo o que é bom e elevado,
pertencem ao mundo inteiro e não podem progredir
a não ser pela livre ação recíproca de todos os contemporâneos
e tendo sempre em contra aquilo que nos resta
e aquilo que conhecemos do passado."

"Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira."

"Em toda a parte só se aprende com quem se gosta."

"Aprender a dominar é fácil, mas a governar é difícil."

"Onde me devo abster da moral, deixo de ter poder."

"O amor não se deve somente queimar, mas também aquecer."

"Um nobre exemplo torna fáceis as ações difíceis."

"Nada é mais repugnante do que a maioria,
pois ela compõe-se de uns poucos antecessores enérgicos;
velhacos que se acomodam; de fracos, que se assimilam,
e da massa que vai atrás de rastros,
sem nem de longe saber o que quer."

"Queres viver alegremente?
Caminha com dois sacos,
um para dares,
outro para receberes."

"Posso parecer ser sincero, mas não imparcial."

"A amizade é como os títulos honoríficos:
quanto mais velha, mais preciosa."

"A mais nobre alegria dos homens que pensam
é haverem explorado o concebível e
reverenciarem em paz o incognoscível."

"A juventude é a embriaguez sem vinho."

"Quando o interesse diminui, com a memória ocorre o mesmo"
Fonte: O Pensador
Foto: de X. Maya

2 de out. de 2007

Tabacaria

Fernando Pessoa

TABACARIA
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Sobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê –
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei. Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como
tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos, 15-1-1928
Foto:Sem Limites de José Neves

Sobre a loucura

Lima Barreto

"Quem uma vez esteve diante deste enigma indecifrável da nossa própria natureza, fica amedrontado, sentindo que o gérmen daquilo está depositado em nós e que por qualquer cousa ele nos invade, nos toma, nos esmaga e nos sepulta numa desesperadora compreensão inversa e absurda de nós mesmos, dos outros e do mundo. Cada louco traz em si o seu mundo, e para ele não há mais semelhantes, o que foi antes da loucura é outro muito outro do que ele vem a ser após. E essa mudança não começa, não se sente quando começa, e quase nunca acaba..."

Foto: Zen deRicardo Costa

28 de set. de 2007

Depois de um tempo

Veronica Shoffstall autoria creditada de maneira totalmente equivocada a shakespeare


Depois de um tempo você aprende
a sutil diferença entre segurar uma mão e acorrentar uma alma
e você aprende
que amar não significa apoiar-se
e companhia não quer sempre dizer segurança
e você começa a aprender
que beijos não são contratos
e presentes não são promessas
e você começa a aceitar suas derrotas
com sua cabeça erguida e seus olhos adiante
com a graça de mulher, não a tristeza de uma ciança
e você aprende
a construir todas as estradas hoje
porque o terreno de amanhã é
demasiado incerto para planos
e futuros têm o hábito de cair
no meio do vôo
Depois de um tempo você aprende
que até mesmo a luz do sol queima
se você a tiver demais
então você planta seu próprio jardim
e enfeita sua própria alma
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores
você aprende que você realmente pode resistir
você realmente é forte
você realmente tem valor
e você aprende
e você aprende
com cada adeus, você aprende.


Foto: Rodrigo de João Sá Nogueira

20 de set. de 2007

Como você escolhe seus amigos?

Loucos e Santos - Oscar Wilde

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril"

Foto:Amigos do peito! de João Castela Cravo

16 de set. de 2007

Amigos...como não tê-los?

Antoine De Saint-Exupery

"Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, pois cada pessoa é única, e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida passa sozinho, mas não vai só, nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito; mas não há os que não levam nada. Há os que deixam muito; mas não há os que não deixam nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente que duas almas não se encontram ao acaso."
Foto: Quando eu for grande ... de Carlos Loff Fonseca

Florbela Espanca

"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade; sei lá de quê!"

Foto: Apsara de Isabel Silva

9 de set. de 2007

Einstein



A mais bela experiência que podemos ter é a do MISTÉRIO.
É a emoção fundamental existente
na origem da verdadeira ciência.
Aquele que não a conhece
e não pode se maravilhar com ela,
está praticamente morto
e seus olhos estão ofuscados
(Albert Einstein)
Foto: Joana Santos 4 de Luís mendonça

16 de ago. de 2007

Todas de Fernando Pessoa!


“A realidade sempre é mais ou menos do que nós queremos dó nós somos sempre iguais a nós próprios”

"Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo, distrair dele a atenção. Por isso realizar é não realizar.."

"Despreza tudo, mas de modo que o desprezar te não incomode. Não te julgues superior ao desprezares. A arte do desprezo nobre está nisso."

"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo..."

"Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali?."
"Sentir é criar. Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias."

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."

Tenho em mim todos os sonhos do mundo"

"O Homem é do tamanho do seu sonho."
"A liberdade é a possibilidade do isolamento. Se te é impossível viver só, nasceste escravo."

"A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar."

Foto: Azul... em fogo de Fátima Silveira
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