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7 de jul. de 2011

Deixa-me amar-te

 

Lya Luft

Deixa-me amar-te com ternura, tanto
que nossas solidões se unam
e cada um falando em sua margem
possa escutar o próprio canto.

Deixa-me amar-te com loucura, ambos
cavalgando mares impossíveis
em frágeis barcos e insuficientes velas
pois disso se fará a nossa voz.

Deixa-me amar-te sem receio, pois
a solidão é um campo muito vasto
que não se deve atravessar a sós.
 
 
Foto: Breathing Fog  by Lightsofthenights




30 de mar. de 2008

Deixa-me amar-te

Lya Luft

Deixa-me amar-te com ternura, tanto
que nossas solidões se unam
e cada um falando em sua margem
possa escutar o próprio canto.

Deixa-me amar-te com loucura, ambos
cavalgando mares impossíveis
em frágeis barcos e insuficientes velas
pois disso se fará a nossa voz.

Deixa-me amar-te sem receio, pois
a solidão é um campo muito vasto
que não se deve atravessar a sós

Foto: Saudade de José Vaz Meneses
Enviado Por Nara Centeno



4 de nov. de 2007

Perder sem se perder

Lya Luft

“Foram-se os amores que tive
ou me tiveram:
partiram
num cortejo silencioso e iluminado.
O tempo me ensinou
a não acreditar demais na morte
nem desistir da vida: cultivo
alegrias num jardim
onde estamos eu, os sonhos idos,
os velhos amores e seus segredos.
E a esperança - que rebrilha
como pedrinhas de cor entre as raízes.”

Foto: de Helder Almeida Capela

16 de ago. de 2007

O amor Leve leva!

Lya Luft, in Canção do Amor Sereno

"Quero que o meu amor te seja leve como se dançasse numa praia uma menina."


Foto: The Sun - Paulo Almeida

12 de ago. de 2007

Convite

Lya Luft
Não sou a areia
Onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha da vida,
sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou mistério

A quatro mãos escrevemos este roteiro
para o palco de meu tempo:
o meu destino e eu.
Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos a sério.
FOTO:Contrastes de Manuela Viola

14 de jul. de 2007

Lia Luft de novo

Tão sutilmente em tantos breves anos
Lya Luft
do livro Mulher no Palco
Tão sutilmente em tantos breves anos
foram se trocando sobre os muros
mais que desigualdades, semelhanças,
que aos poucos dois são um, sem que no entanto
deixem de ser plurais:
talvez as asas de um só anjo, inseparáveis.
Presenças, solidões que vão tecendo a vida,
o filho que se faz, uma árvore plantada,
o tempo gotejando do telhado.
Beleza perseguida a cada hora, para que não baixe
o pó de um cotidiano desencanto.
Tão fielmente adaptam-se as almas destes corpos
que uma em outra pode se trocar,
sem que alguém de fora o percebesse nunca.

* * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *

Lya Luft

"... acho que a vida é um processo... É como subir uma montanha. Mesmo que no fim não se esteja tão forte fisicamente, a paisagem visualizada é melhor".

Lya Luft
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