Aqui eu conto meus pontos, conto poesia dos outros, conto músicas que amo, e de vez em quando conto os meus contos!
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30 de dez. de 2012
2 de ago. de 2011
19 de out. de 2010
4 de set. de 2010
22 de ago. de 2010
21 de jul. de 2010
Sou como você me vê...
Clarice Lispector
Sou como você me vê...posso ser leve como uma brisa ou
forte como uma ventania,depende de quando e como você me vê
passar...suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim
de sentir, de entrar em contato...tenho uma alma muito prolixa e uso
poucas palavras, sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calma
e perdôo logo.
forte como uma ventania,depende de quando e como você me vê
passar...suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim
de sentir, de entrar em contato...tenho uma alma muito prolixa e uso
poucas palavras, sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calma
e perdôo logo.
Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me
lembre...Tenho felicidade o bastante para ser doce,dificuldades para ser
forte,tristeza para ser humana e esperança suficiente para ser feliz.
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não
me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me
façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que
sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de
mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com
certeza não serei a mesma pra sempre...Sou uma filha da natureza:quero
pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser...a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
lembre...Tenho felicidade o bastante para ser doce,dificuldades para ser
forte,tristeza para ser humana e esperança suficiente para ser feliz.
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não
me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me
façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que
sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de
mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com
certeza não serei a mesma pra sempre...Sou uma filha da natureza:quero
pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser...a única verdade é que vivo.
Sinceramente, eu vivo.
Minha cara essas palavra de Clarice. Depois de uma conversa com minha amiga Nadja resolvi postar novamente.
Ao som de Pato Fu (Antes que seja tarde)
28 de jun. de 2010
Clarice Lispector
(...) Orgulho não é pecado, pelo menos não grave: orgulho é coisa infantil em que se cai como se cai em gulodice. Só que orgulho tem a enorme desvantagem de ser um erro grave, com todo o atraso que erro dá à vida, faz perder muito tempo. (...)
Texto extraído do livro "A Descoberta do Mundo", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1999.
Foto: SHE__S_A_LADY_by_5blo0oh
13 de out. de 2009
Incomparavelmente Clarice!
Clarice Lispector
"Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão...tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito , não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer... Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca."
foto: Metamorfose (não sei a autorida da foto)
17 de jan. de 2009
Clarice Lispector

Clarice Lispector, "Água Viva"
"Para me refazer e te refazer volto a meu estado de jardim e sombra, fresca realidade, mal existo e se existo é com delicado cuidado. Em redor da sombra faz calor de suor abundante. Estou viva. Mas sinto que ainda não alcancei os meus limites, fronteiras com o quê? sem fronteiras, a aventura da liberdade perigosa. Mas arrisco, vivo arriscando. Estou cheia de acácias balançando amarelas, e eu que mal e mal comecei a minha jornada, começo-a com um senso de tragédia, adivinhando para que oceano perdido vão os meus passos de vida. E doidamente me apodero dos desvãos de mim, meus desvarios me sufocam de tanta beleza. Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca."
Foto: Framed de J. P. Sousa
14 de nov. de 2008
Sempre Clarice
24 de out. de 2008
De Clarice
19 de out. de 2008
Clarice sempre!
Clarice Lispector
...Que minha solidão me sirva de companhia.
Que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."
Foto: Fragmentos de Históriade Paulo Penicheiro
22 de fev. de 2008
Não entendo...

Clarice Lispector
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
Foto: Another delivery to Purl Diva de looseends
Como tratar o que se tem
Clarice Lispector"Existe um ser que mora em mim como se fosse casa sua, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustroso que apesar de inteiramente selvagem - pois nunca morou em ninguém nem jamais lhe puseram rédeas nem sela - apesar de inteiramente selvagem tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo: come às vezes na minha mão. Seu focinho é úmido e fresco. Eu beijo o seu focinho. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa que não tenha medo do que é ao mesmo tempo selvagem e suave. Aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome. Ou não se acerta, mas uma vez chamado com doçura e autoridade ele vai. Se ele fareja e sente que um corpo é livre, ele trota sem ruídos e vai. Aviso também que não se deve temer o seu relinchar: a gente se engana e pensa que é a gente mesmo que está relinchando de prazer ou de cólera."
in "A Descoberta do Mundo" Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1999
Foto: Do Céu desceram à Terra. Eu... queria chegar Lá! de Fátima Silveira
Uma Revolta
Clarice Lispector "Quando o amor é grande demais torna-se inútil: já não é mais aplicável, e nem a pessoa amada tem a capacidade de receber tanto. Fico perplexa como uma criança ao notar que mesmo no amor tem-se que ter bom senso e senso de medida. Ah, a vida dos sentimentos é extremamente burguesa."
In "A Descoberta do Mundo" Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1999
Foto: Um caminho....de Yosef
Minha alma tem o peso da luz
Clarice LispectorMinha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita,
prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da SOLIDÃO
no meio de outros."
Foto: Rock'n Roll Forever de José Eduardo
Poesia enviada ao meu orkut pela minha amiga Priscila Prisca
30 de jan. de 2008
Solidão
23 de jan. de 2008
Clarice Lispector
11 de dez. de 2007
Clarice Lispector
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